27/03/2016

25/03/2016

Somos uma soma de longas histórias.
Da primeira vez fugi do amor,
Afinal era só um devaneio,
Da segunda vez fugi do amor,
Eram algumas as dúvidas,
Á terceira será de vez?

24/03/2016

16/03/2016

O que vivo, não vivo ou deixo de viver acaba por se transformar em poesia.
Até a maior inspiração necessita de trabalho para chegar ao brilhantismo.
Amor Matinal

Através de ti,
Vi o melhor,
Mas também o pior que há em mim,
Porque somos o mesmo verso de alma,

Ainda que capta-se a tua atenção,
Apenas te poderia dar tudo,
Sem fogos de artifício.

Captarei o teu foco,
Pela distância mais curta que há,
Que reduz o espaço-tempo á insignificância,
Pela maior significância possível: o sentimento.

E dissemos tudo sem dizer uma só palavra,
O silêncio tudo transmite,
Porque deixa o coração falar,
Da forma que só o coração sabe exprimir.

Apesar de todas as dúvidas,
Estendo o meu canto silencioso,
E pergunto: será que ela gosta de mim?
Mas isso não me interessa.
Sou uma chama de amor!
Haverá chama mais quente?

Quando experimentamos o amor genuíno,
Não esperamos amor de volta,
Apenas amamos.

Porque amar é a maior aposta na felicidade,
Que alguma vez podemo dar,
Não só aos outros,
Mas principalmente a nós mesmos.

Fernando Alvarado
Março de 2016

14/03/2016

Bem maior

O meu amor é palpitante,
Por isso a minha cabeça renega,
Mas o espírito por vezes fala espontaneamente.
Toda a semana há uma transformação,
E eu falei-te com a minha alma por momentos.

Talvez nasci para te amar,
Mas o meu medo não me deixa expressar essa força que há em mim.
Por ti.

Leva-me até a libertação,
Por mim deixaria de ter essa atitude,
Que limita o que sinto,
Pelos receios mais idiotas possíveis.

Se um dia não te disser,
Estivemos noites juntos pelo fio imaterial,
Que nos liga ao trascendente,
Mas talvez nunca saibas isso,
Porque o teu coração parece tão confuso quanto a minha mente.

E posso negar sentimentos,
Mas o coração não é falseável,
Haverá sempre espaço para o amor que ultrapassa vidas,
Delineando processos evolutivos.

O futuro é incerto,
Mas o meu optimismo diz-me que viveremos algo,
Ou é apenas uma pitada forte de irrealismo?

Se Deus falasse poderia ter resolvido esta dúvida,
A insegurança que persiste em voltar,
A vontade que desiste,
Mas prontamente renasce,
Como posso desistir de vez,
Do que volta sem a minha lógica querer?

Somos um pedaço só,
Ou pelo menos é essa a minha percepção,
Mesmo que passemos dias longe,
Á noite estamos o mais perto possível,
Que a realidade dalguma forma permite.

Isso é amoroso,
Também um pouco tenebroso,
Um fluxo anacrónico,
Que toma a minha alma todos os dias,
Ainda que por pequenos instantes.

E se a loucura também não tivesse um pouco de amor,
Não assumiria a possibilidade de gostar de ti.
A melodia que nos une é silenciosa,
Os dois somos ouvintes do silêncio,
Onde o vâcuos nos invade de forma avassaladora,
A profundidade do espírito se expressa assim!

Se um dia não te disser isto tudo,
Espero que ao menos leias este poema,
E não nos arrependamos pelo que não aconteceu,
Porque o adiar,
Por vezes é um novo sopro da vida.

A leveza que sinto é expressa por todas estas palavras,
O que vivo por vezes não cabe dentro de mim,
Nem todas as páginas exprimem o que é inexplicável,
Por vezes só percebemos através dessas sensações,
Que só o coração nos pode deixar viver,
Se deixarmos o espaço que a mente teima em roubar.

Fernando Alvarado
Março de 2016

12/03/2016

10/03/2016

A riqueza da vida reside na tremenda diversidade da sua própria expressão.
Maré Sábia
Sobre as ondas do mar,
Encontrei finalmente,
A quietude que o chão,
Teima de forma inquietante,
Em levar-me sem compromisso.
Não quero ser submisso,
De uma história que se assume,
Sempre que olho com atenção.
Sobre o mar vejo,
O que nunca teria visto em terra,
Porque o mar me eleva o astral,
Até um ponto mais alto!
Fernando Alvarado
Março de 2016
Para quê corres sobre o tempo? Deixa o tempo te levar.