04/03/2014

O culminar de uma mudança: passeio épico

A desilusão: tudo começou aí,
A minha paixão doentia,
Consumiu-me sem meias medidas,
E eu caí aos pés da sedução,
Ahhhhh maldita! Como podes ser tão hedonista,
E ao mesmo tempo tão suicida???!
És uma vigária,
Fazes-me lembrar a imundice moderna!

Mundo Moderno???
Que conceito tão chique,
Parece uma maça verde e linda por fora;
Mas tãooo asquerosa por dentro. Awk, metes-me nojo!

As modernices, as aparências,
O materialismo, o mundo sensível,
A ignorância, o capitalismo,
A mentira, a desarmonia,
O fascismo, o imperialismo,
Os sarampos de negro,
As belezas defecadas...
A pobre decadência mundial!

AHHHHHHHH! Não, mil vezes não!
O mundo moderno...Afff que insuportável és,
Tiras a bela harmonia do universo,
Como? Porquê?? Quem????!

Eu ia vivia adormecido,
Era o sono dogmático kantiano,
Não sentia o cheiro das flores,
A leveza do ar,
A dinâmica das lindas ondas,
Ai, uma década perdida, em suma.

E O Inverno chegou...
A fase mais dolorosa da minha vida chegava,
E não iria ser tão efémera, ai quem me desse...
Não, mil vezes não,
Os obstáculos que aparecem no meu caminho,
Eu guardo-as no bolso,
E deito-as de volta ao rio,
Com um sorriso no rosto e afirmando: Obrigado, Obrigado, Obrigado!
Amo profundamente quando o Universo me põe pedras no meu destino:
AAWWWWWWR nasce em mim o meu Leão,
Ele manifesta-se numa Vontade de Viver enorme,
Maior que os Himalaias!

Puta dor, porque escravizas tanto o meu espírito?
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!
Sinto facadas na minha alma!

AAAAAAAAAAAAAAAAWWWR, que dor, que dor, que dor…
Como vou aguentar isto? Não vejo os dias passarem,
E a dor a dissolver-se,
Que situação brutal,
De tal desumanidade,
Cosmos, ajudai-me Cosmos, estarei ficando sem forças??!
Nããaaaooooo, demónios, livrai-me desta dor, livrai-me por favor...
Quero muito viver, mas não assim, não, mil vezes não!!!

E as semanas passavam,
Dias, Noites de lancinante dor,
E por fim o Inverno erra derrotado,
Pela ilusão da dinâmica temporal!

Certo dia em Fevereiro,
O Sol me tinha abandonado,
O Universo conspirava contra mim???! oh não, pessimismo??! Mil vezes não!
O meu limite estava a chegar...
Amo-te vida, mas assim não dá, estou perto do limite??!...
Cosmos, ilumina-me quando roçar o meu limite monista,
Sabes que amo demasiado a vida,
Para antecipar a morte....Morte ???
Não, viver, viver, só isso, Mil vezes vida!

O tempo deteriorava-me,
O sono voava para fora do meu espírito,
E a Primavera retumbava nos meus intérpretes!
AWWWRRR, sol, vem cá, quero consumir toda a tua alegria e vitalidade!!!
AWWWWWWWWRR, deixa-me, saí do meu corpo sua maldita,
Já não quero sexualizar contigo,
Deixa de ser minha amante in convidada,
Quero o divórcio radical, a luz espera-me: é tudo uma questão imortal!!!
Deixaaaa-me, por favor!
E as longas férias estavam á vista,
O reforço da solidão,
O pensamento todavia mais intenso,
Iriam enterrar-me no abismo de pânico!

Sentia por diversas vezes,
Um leve toque no horizonte da resistência,
Onde a insistência é expulsa,
E a vontade de viver é eliminada,
Que triste processo,
Porque me deixei levar pelo cantos da decadência???
Porque fui por esses lúgubres cantos??
Porque, porque, MAASSSS PORQUE?!!
Não sinto vontade de viver,
Que tragédia…


E Agosto chegou,
A minha alma retumbava para resistir,
Á ansiedade carnívora,
Á pressão do sangue avassalador
DOOOOORRR, não, não, não, nego isso!
Tampouco quero morrer na cruz...
Para as mentiras já chega as Instituições.

A insónia me tomou conta,
O estado decadente me consumiu,
E os limites eram tais,
Que nem o essencial já se desenrolava...
Que triste história, terá final feliz?
Só o Universo sabe, e soube, ele sempre soube.

E quando já a minha dor,
Era maior que o orgulho monstruoso,
Juntei-me á minha coragem,
Para percorrer uma longa estrada,
Porém as dúvidas assaltaram-me,
Será que estou louco???,
A genialidade tem algo de neurótica meus amigos, aprendam isto!!!
Mas ainda melhor é ser feliz, próspero, e com muito sucesso, ouçam as minhas palavras colegas, ouçam a voz da lancinante experiência!

AAAAAAAAWRRR, não AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH,
Fantasmas na minha mente,
Sonhos lúcidos de morte,
Alucinações esquizofrénicas,
Estarei louco?
Prefiro morrer em pé,
Do que a decompor-me,
E queimar aos poucos,
Rumo a uma morte indigna,
Feia e triste, deveras triste!

E a merda da psiquiatria
,
Ah, essa bela merda,
Que tudo acha que sabe,
E tudo pode fazer,
Será que conhecem o poder da mente???!
Será que conhecem a mais profunda dor,
Vinda da alma do doente?

Basta, Basta, AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH, Basta,
Amo-te vida,
Mas quero antes matar a minha profunda dor,
Que mata toda a minha vitalidade,
Será que estou vivo, será que estou morto??!
Já só sei, que nada sei!!!
AHHHH, puta confusão mental,
Largai-me músicas neuróticas,
Com um eterno repetiçãoo interior, deiixaaaai-me em PAZ!!!
Quando tudo estava perdido,
O pessimismo mordia-me as pernas,
Dois anjos apareceram num sonho iluminado!!!
HUMMMMMMM, estarei alucinando, estarei visionandooooo???!
Nada sei, nada sei,
Sim, algo sei, ai sei sim,
Que belos anjos são esses, que do nada apareceram???
Um anjo masculino dá-me a motivação de leão,
O outro de vitalidade,
Vindo da natureza hormonal,
Em forma de círculo de placebo...
AHHHHHHHHHHHHHHHHH, sinto-me como uma Fénix!!!!
Awwwwwr que bom é volta a sentir-me vivo e forte,
Mas que puta caminho foi este???
Que percurso psicadélico alucinante,
Ou estarei abrindo os olhos?
O que é o mundo concreto, o que o meu cérebro interpreta?
Ou as vibrações, o que tudo vibra á minha volta?
No Universo nada acontece por casualidade…

Ahhhhhhh, vida, existência, cosmos, mente, porque sois tão místicos?
Enganaram-me durante anos,
Vendaram-me os olhos,
Porém agora tirei a negra venda,
E neste presente etéreo vejo tudo em belos aros.

Dezembro de 2012,
Fernando Alvarado


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